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Primeira avaliação na Clínica DaCan: como funciona e como se preparar

Dr. Danilo CândidoFisioterapeuta Quiropraxista especializado em Dor e ColunaLeitura de 4 min
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Quem procura fisioterapia geralmente quer respostas práticas. Por que a região dói? Posso continuar trabalhando? Preciso parar de treinar? Qual tratamento pode me ajudar? A primeira avaliação serve para organizar essas perguntas e entender como o problema afeta sua vida, antes de escolher exercícios, técnicas manuais ou aparelhos.

Na Clínica DaCan, o atendimento considera sua queixa, seu histórico e os objetivos que você deseja alcançar. O plano pode ser voltado a voltar a caminhar com conforto, dormir melhor, recuperar movimentos do ombro ou retomar um esporte. Definir esse objetivo torna o tratamento mais claro para você e para o fisioterapeuta.

A conversa inicial

O profissional precisa saber quando o desconforto começou, se houve queda ou outro episódio associado e como os sintomas mudaram desde então. Também interessa descobrir o que melhora ou piora a situação e quais atividades ficaram difíceis. Conte, por exemplo, se a dor surge ao levantar da cama, depois de muito tempo sentado ou durante um exercício específico.

Informações sobre cirurgias, tratamentos anteriores, doenças em acompanhamento e medicamentos ajudam a interpretar o quadro e escolher os cuidados. A qualidade do sono, o trabalho e a rotina de atividade física também podem interferir na recuperação. Você não precisa chegar sabendo nomes técnicos: explicar com suas próprias palavras costuma ser suficiente para começar.

Como é o exame físico

O exame é adaptado à região e ao tipo de problema. Pode incluir observar movimentos, verificar a mobilidade das articulações, avaliar força e acompanhar tarefas do dia a dia. Em uma queixa no joelho, por exemplo, caminhar, levantar de uma cadeira ou subir um degrau pode trazer informações úteis. Em uma dor no ombro, alcançar um objeto ajuda a entender a limitação.

Quando existem formigamento, dormência ou suspeita de envolvimento dos nervos, podem ser avaliados sensibilidade, reflexos e força de grupos musculares. O fisioterapeuta seleciona os testes necessários e considera o conjunto dos resultados. Um teste isolado raramente explica tudo o que está acontecendo.

Durante essa etapa, avise se um movimento provoca dor forte, tontura ou insegurança. A avaliação não deve ser uma prova de resistência. As posições e os testes podem ser adaptados para obter informações sem exigir que você suporte um sofrimento desnecessário.

Preciso levar exames

Se você já possui radiografias, ultrassonografias, tomografias ou ressonâncias, leve os arquivos e os laudos disponíveis. Eles podem ajudar a compreender o histórico e a relacionar determinadas alterações com seus sintomas. Relatórios de cirurgia e orientações de outros profissionais também são úteis, especialmente em uma reabilitação após procedimento.

Em muitas queixas musculoesqueléticas, a conversa e o exame físico permitem iniciar o cuidado sem pedir uma imagem imediatamente. Quando existe uma pergunta que depende de investigação complementar, o profissional orienta o encaminhamento adequado. O exame deve ajudar a decidir alguma coisa sobre o cuidado, como esclarecer uma lesão, investigar um sinal diferente ou planejar uma intervenção.

Como o tratamento é escolhido

Após a avaliação, você deve receber uma explicação compreensível sobre o quadro e as prioridades do atendimento. Em uma fase de maior dor, pode ser necessário começar pelo conforto e pela recuperação de movimentos simples. Conforme a tolerância melhora, o plano pode avançar para força, resistência e atividades mais exigentes.

Exercícios terapêuticos, orientações para a rotina, técnicas de terapia manual, quiropraxia e recursos físicos podem ser considerados, conforme a necessidade. A indicação depende do que foi encontrado e da resposta ao cuidado. Você pode perguntar qual é a finalidade de cada recurso e participar das escolhas, inclusive informando suas preferências.

Frequência das sessões e acompanhamento

A frequência é discutida a partir da intensidade do problema, das limitações e da possibilidade de realizar parte do programa em casa. Algumas pessoas precisam de acompanhamento mais próximo no início. Outras conseguem avançar com intervalos maiores e orientações para manter o trabalho entre as consultas.

O plano deve ser reavaliado ao longo do tratamento. Melhorar pode significar, além de sentir menos dor, caminhar por mais tempo, levantar o braço com mais facilidade ou recuperar confiança para se movimentar. Quando a evolução não está como esperado, é necessário rever a estratégia e, em alguns casos, investigar outras possibilidades.

Como se preparar para a consulta

Escolha uma roupa confortável que permita movimentar a região a ser avaliada. Leve os exames disponíveis e, se possível, uma lista dos medicamentos que utiliza. Pense em duas ou três atividades que gostaria de recuperar: essa informação ajuda a transformar uma queixa geral em metas concretas.

Não esconda sintomas por receio de atrapalhar o atendimento. Alterações recentes de força, perda de sensibilidade, febre, quedas e mudanças no controle da urina ou do intestino devem ser informadas. Dependendo do quadro, a prioridade pode ser uma avaliação médica.

Você também pode anotar perguntas e expectativas. Ao final, é importante entender o que pode fazer na rotina, como iniciar os cuidados e quais mudanças deve observar. A primeira avaliação é o começo de um acompanhamento em que as orientações precisam fazer sentido para a sua vida.

Referências científicas

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  3. 3.George SZ et al. (2021). Interventions for the Management of Acute and Chronic Low Back Pain: Revision 2021. Journal of Orthopaedic and Sports Physical Therapy.https://doi.org/10.2519/jospt.2021.0304
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